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PÃO DEVE SOFRER AUMENTO DE 10% EM MARÇO

PÃO DEVE SOFRER AUMENTO DE 10% EM MARÇO

 

   A suspensão das exportações do trigo argentino poderá levar a um aumento de 8% a 10% no preço do pão, no Ceará, a partir do próximo mês. Tendo de importar o cereal de países fora do Mercosul – sobretudo dos Estados Unidos -, o setor tem arcado com custos maiores para adquirir e transportar o produto e cobra do governo federal a redução nas taxas de importação.

 Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Panificação e Confeitaria, Massas Alimentícias e Biscoitos do Ceará (Sindipan-CE), Lauro Martins, a saca de 50 quilos de trigo tem sido comprada por R$ 112. Em agosto de 2013, compara, a mesma saca era adquirida por R$ 70.

 Antes o principal fornecedor do produto, a Argentina restringiu as exportações após uma quebra de sua safra, em 2013, afetando diretamente o Brasil. A produção nacional só é suficiente para abastecer o consumo das regiões Sul e Sudeste.

Repasse

 “Agora, infelizmente, a gente vai ter que repassar esse aumento. E isso é ruim, porque nunca o reajuste alcança o aumento verdadeiro e, quando sobe o preço, há uma queda no consumo”, afirma Martins. O presidente do Sindipan informa que o preço médio do quilo do pão, na Capital, é de R$ 9. Caso a previsão de alta se concretize, o valor médio ficará entre R$ 9,72 e R$ 9,90.

 De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria do Trigo do Ceará (Sinditrigo), Eugênio Pontes, três fatores têm contribuído fortemente para os custos maiores na aquisição do trigo. O primeiro, destaca, é a escalada do dólar, atualmente cotado a R$ 2,40.

  Outro motivo, acrescenta, é o inverno rigoroso que tem atingido os Estados Unidos. Conforme explica, grande parte do trigo exportado pelos norte-americanos sai de portos fluviais, os quais têm tido dificuldades para enviar cargas devido ao congelamento dos rios. Com a maior demora para a saída de mercadorias, salienta, há um aumento no preço do frete.

 A terceira razão apontada pelo presidente do Sinditrigo é a aplicação da Tarifa Externa Comum (TEC) nas relações entre países fora do Mercosul. Segundo Pontes, a TEC encarece em 10% o preço do trigo adquirido nos Estados Unidos, por exemplo, e eleva no mesmo percentual o frete do produto.

Isenção

  Entre abril e agosto de 2013, aponta, o governo isentou a TEC para o trigo. A expectativa do setor, complementa, é que isso ocorra novamente neste ano. Para Eugênio Pontes, a isenção deveria ser aplicada sempre que houvesse restrições para a compra do cereal na Argentina, sem que o setor precisasse ficar aguardando a iniciativa do poder público. “O ideal era haver esse gatilho, para as empresas já se prepararem”, frisa.

Fonte: Diário do Nordesde

 

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